Nãããão, não tem nada a ver com ecologia, reciclagem ou vestidos feitos de garrafa pet. O uso pro termo ‘lixo’ é conotativo nesse caso. É um termo que eu acidentalmente importei do vocabulário do meu namorado para descrever PESSOAS, na maioria dos casos.
Eu tenho notado, principalmente agora que lavo louça no finalzinho da tarde e ligo a tv da cozinha só pra ter barulho, como é fácil fazer sucesso nesse mundo. A tv da cozinha obviamente não é a cabo, então escolher entre novela da globo, novela da band, fofocas de estrelas em outros canais e programa de padre, eu escolhi a Music Television (que por sinal nem deveria mais ter esse nome, porque música mesmo só passa de madrugada).
Assistindo a esse canal que já foi bonzinho há 10 anos atrás (ou 15), eu só escuto os seguintes nomes: Justin Biba, Lady DragQueen, Gaystart e outras coisas que eu não considero gastar espaço na memória pra guardar. Enfim, essas porcarias mal começaram a aparecer na tv e já tinha gente que tava tatuando o retrato deles, fazendo fan club e o diabo. Aí eu me pergunto: mas por que as pessoas ficam tão alucinadas tão facilmente com coisas tão estúpidas? O primeiro é um guri com voz de guria, cabelo de tigela, roupa de grife que canta sobre amor(que por sinal ele nem deve saber o que é) com a companhia de algum rapper mal acabado, o que tem de talentoso ou diferente nisso? A segunda é uma mulher que quer ser diferente, metida a excêntrica, beijando mulher, beijando homem, beijando traveco, beijando a própria bunda e se achando a líder de uma nova geração moderna e blá blá blá. Os terceiros eu nem vou descrever muito, só o fato de usarem calça colorida já é ridículo o suficiente (juro que quando vi um vocalista, achei que era aquela tal de Malu Magalhães…).
Bom é só disso que todo mundo fala.
Mas onde quero chegar com tudo isso: pessoas dão tanto valor a coisas idiotas, se deixam levar pelo frenesi de novidade, de território não explorado (uma ova, é tudo copiado, mas vou deixar assim mesmo), que esquecem de parar, analisar e tirar suas próprias conclusões sobre o que estão vendo. Parece que ninguém mais pensa por si mesmo, fica só vivendo de opiniões alheias. Só sei de uma coisa: ou são burras e não têm opinião, ou até têm uma pontinha de vontade própria, mas por medo de rejeição ou exclusão do grupinho social que gostam e dependem tanto, ficam com medo de ir contra a maioria, de uma forma ou de outra, acho um bando de ovelhas.
Deixarei esse post sem uma conclusão mais bem formulada por falta de criatividade, dor nos olhos e preguiça. Quem sabe outro dia eu termino.
Só mais uma coisa: enfiem o Pop no cú de vocês, nem todo mundo curte, ok?
*Quase me mijei de rir com esse quadrinho* aiushuiahsuiahsuiash

